Meditar é preciso…

Pare por um momento.

Essa é a ordem que você precisa dar à sua mente, agora! Muito forte? Tudo bem, então vamos com calma: vamos analisar o porquê dessa urgência.

Primeiro, precisamos entender a necessidade do repouso em nossa vida, afinal tudo precisa descansar às vezes, não é mesmo? Os músculos, os membros, a coluna, os pés… precisam de uma pausa, uma boa e reconfortante noite de sono para que no dia seguinte tudo possa recomeçar: despertador, trabalho, cliente, chefe e até o trânsito. Nossa rotina diária é exaustiva.

Mas e o cérebro? Ele também dorme, certo? Afinal ele é o responsável pelas ações de todas as nossas células. Tudo que se move no corpo recebe uma ordem do comando central: o cérebro. Da fala ao caminhar, do pulsar das veias à respiração, dia após dia, em cada milionésimo de segundo, até o fim de nossa existência. Seria justo que ele fizesse uma pausa. Só que não é bem assim que acontece.

O cérebro simplesmente não para em momento algum e muito menos quando dormimos. As horas de sono são justamente as de maior atividade cerebral: consolidar o aprendizado que adquirimos durante o dia, selecionar as memórias, organizar as relevantes, arquivar as desnecessárias… ufa! Ah, e temos também os sonhos. Aqueles devaneios que tanto falam de nossos sentimentos reprimidos, ou melhor, guardados em algum lugar. E ainda tem as novas ideias a serem geradas, a criação dos novos projetos, o planejamento de toda a nossa vida que fica em gestação nos labirintos desse órgão tão sensacional, mas ainda incompreendido. As angústias, as aflições, os desequilíbrios da vida atual. Precisamos entender que esse guerreiro que habita em cada um de nós, precisa de um pouco de calma.

Porém, pedir para ele parar como sugerido no início do texto seria inútil, pois nosso herói não pode, não lhe é dado esse direito, sob pena de autodestruição. Por isso, já que nossa mente não pode parar, temos que pelo menos desacelerar, acalmar, diminuir o ritmo. E essa é a proposta da meditação, dar ao nosso cérebro alguns minutos de sossego.

Não é possível parar o pensamento, mas podemos fazer com que eles cheguem até a mente com mais suavidade e assim permitir que o nosso cérebro relaxe. Vinte minutos diários de meditação são o suficiente para que esse “milagre” aconteça. Pode parecer muito para quem nunca praticou, mas não se afobe: comece com três minutos apenas e vá aumentando gradativamente. Aos poucos você vai se acostumar e na medida que for sentindo todos os benefícios, vai ansiar por mais uns minutinhos desse momento só seu. Seu cérebro vai agradecer com mais concentração, criatividade e ainda vai produzir uma infinidade de endorfinas que vão lhe deixar mais jovem e aumentar consideravelmente seu nível de felicidade. Seu cérebro está implorando por isso, acredite! 

A meditação é uma prática milenar e seus efeitos foram experimentados por nossos ancestrais, de geração em geração até chegar nos dias de hoje. Mas para além do senso comum a ciência tem se dedicado a estudar e comprovar  os seus reais benefícios, olha só:

 

Os 4 benefícios da meditação segundo a ciência

 

Melhora a qualidade do sono:

De acordo com um estudo da Sleep and Biological Rhythm, que acompanhou o sono de homens e mulheres entre 30 e 60 anos, as pessoas que praticavam meditação tinham ciclos maiores de sono.

 

 

Reduz a ansiedade

De acordo com o portal Veja Saúde, um estudo realizado pelo Hospital Israelita Albert Einstein, a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e o Instituto Appana Mind, revelou que uma hora e 15 minutos de Yoga e meditação três vezes por semana, ao longo de dois meses, cortou pela metade a concentração de cortisol de uma turma em que a ansiedade atingia índices alarmantes os cuidadores de doentes com Alzheimer” .

 

 

Aumenta a imunidade

O estudo “Alteração no cérebro e função imunológica produzidos pela meditação” em um programa de tratamento clínico de 8 semanas, aplicado em profissionais saudáveis, a atividade cerebral foi medida antes e imediatamente depois do programa de meditação. Logo depois, tanto os participantes do grupo de meditação quanto do grupo controle de uma lista de espera foram vacinados contra influenza.

Os pesquisadores reportaram que houve aumento significativo nos anticorpos em relação à vacina nos participantes que meditavam em comparação ao grupo controle.

Logo, eles concluíram  que um programa curto de meditação Mindfulness produz efeitos positivos no cérebro e na função imunológica.

 

 

Eleva o nível de concentração e memória

Pesquisadores do Departamentos de Ciências Psicológicas e do Cérebro da Universidade da Califórnia, em Santa Bárbara, analisaram o efeito da meditação na atenção plena e na capacidade de divagar durante tarefas que exigem atenção, como provas e testes.

Os resultados mostraram aumento da atenção plena e bem-estar, ao mesmo tempo que houve diminuição de estresse e outros sintomas como fadiga.

Também houve significativa melhora no processamento visuoespacial, memória de trabalho e funcionamento executivo.

 

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